terça-feira, maio 23, 2006

Encontro no Interlegis debate aquisição de software pelo setor público




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Por: Agência Senado

Ao abrir na manhã do dia 21/09, no auditório do Interlegis, um workshop com o tema "Aquisição de Software e Serviços Correlatos", promovido pelo Prodasen, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) disse que não pode haver preconceito em relação ao fornecimento de softwares por empresas privadas ao setor público. Para o senador, a aquisição precisa ser realizada com regras claras, parâmetros legais e transparência.



- Não posso concordar que se fique sempre com esse preconceito para com o setor privado. Não se pode deixar de lado o software desenvolvido pela indústria brasileira, com qualidade. O desafio para o setor público é o de se fazer uma boa compra, com qualidade, bom preço e transparência, pois essa é uma área muito policiada. Tem que justificar sempre porque gostou de determinado software e quais são suas vantagens - observou Azeredo.

O senador salientou que o setor público representa um mercado com maior potencial do que o privado, mas, disse ele, não avança na área de informática devido aos empecilhos impostos. Azeredo sugeriu a formação de consórcios para a aquisição de softwares como alternativa para superar as dificuldades enfrentadas pela administração pública.

- Vários órgãos podem fazer uma compra melhor, pois comprar maior número de peças fica mais barato. É uma oportunidade para maximizar o poder de compra do setor público e para o produtor colocar seu produto de maneira mais universal - disse o senador.

Para o coordenador de capacitação da SOFTEX, Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo, o Brasil deve investir em qualidade e produtividade para se inserir no mercado nacional e internacional. Ele salientou que há fortes competidores na área, mas, na sua opinião, o Brasil tem um papel importante nessa indústria. A SOFTEX é a empresa que coordena a iniciativa brasileira de Melhoria de Processo do Software Brasileiro (MPS-BR).

O diretor da Consultoria Jurídica da Secretaria Especial de Informática (Prodasen), João Roberto Baere, informou que a comunidade de engenharia de software trabalha para apresentar as melhores práticas e os principais problemas relacionados a elas, além de buscar soluções para eliminá-los. Baere registrou que iniciativas como o MPS-BR são fundamentais para o enriquecimento, aperfeiçoamento e impressão de maior transparência e satisfação das empresas produtoras e consumidoras de software e serviços correlatos no Brasil.

O evento continou à tarde, no auditório do Interlegis, com pronunciamento de especialistas da área de informática. Entre eles o presidente do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Sílvio Meira, que falou sobre o processo de aquisição de softwares e correlatos. O encerramento do evento ocorreu após uma mesa redonda de avaliação dos debates do dia.



Publicada em: 26/09/2005 às 00:00 Seção: Notícias e Clipping

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