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Aúncio


terça-feira, janeiro 31, 2006

Materialização do Conceito de Software Público: Iniciativa CACIC




Fonte:




O texto relata a experiência do Consórcio de Desenvolvimento do Software CACIC, coordenada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, e viabilizada através de parceria com a instituição responsável pelo desenvolvimento da versão original do software: a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social - DATAPREV.


O relato é feito a partir de breve resgate dos princípios que fundamentam o compartilhamento de software entre instituições públicas de informática, incluindo o conceito de "Software Público Brasileiro", cunhado em 2001. São também tratados em síntese os diferenciais para a temática proporcionados pela consolidação do modelo de licenciamento GPL (Licença Pública Geral), próprio do Software Livre, no âmbito do setor público. A conclusão fortalece a percepção de que o CACIC representa importante passo para a consolidação do conceito de Software Público no país.

1. INTRODUÇÃO

O fundamento para tratar software desenvolvido pelo setor público como objeto de compartilhamento pode ser obtido na Teoria dos Bens Públicos (MUSGRAVE, R. Finanças Públicas, Rio de Janeiro: Campus, 1980.): bem público como aquele que apresenta características de indivisibilidade e de não rivalidade. Ou seja, pode ser usado por todos sem que com isto se estabeleça competição entre os usuários pelo bem. Ora, tais características são inerentes ao software: se um ou muitos o utilizam, os demais não perdem a possibilidade de vir a usá-lo, não há limitação sequer para quem o desenvolveu. Ao contrário, consideradas as possibilidades de aprimoramento a suas funcionalidades por diferentes atores, sua qualidade pode ser em muito ampliada através da disseminação de seus códigos fonte e da efetiva colaboração dos usuários e desenvolvedores.

Por outro lado, o caráter cada vez mais estratégico do software para governos e sociedade, a similaridade de demandas de entes públicos, a restrição de recursos humanos e materiais para seu atendimento e o acervo de soluções desenvolvidas pelos diferentes poderes e esferas, justificariam que iniciativas de cooperação governamental no sentido de compartilhar e publicizar software fossem freqüentes e numerosas. O cenário real, no entanto, é bem outro. Práticas de compartilhamento de software por entes públicos e destes com a sociedade são ainda esporádicas, no Brasil e, até onde se pode enxergar no mundo. Dentre as restrições para tornar cotidianas tais práticas há aspectos financeiros, culturais, tecnológicos e mesmo jurídicos. De forma não exaustiva poderiam ser citadas: * Receio da instituição desenvolvedora quanto a: * Sobrecarga por demandas de serviços de suporte e customização por parte dos demais usuários da solução, sem contrapartidas; * Possíveis restrições jurídicas decorrentes da cessão e uso do bem produzido no âmbito do setor público; * Riscos à segurança das informações governamentais tratadas pela solução decorrentes da publicação de seu código fonte; * Apropriação do código por instituições privadas, com o conseqüente "fechamento" do acesso a melhorias produzidas; * Manutenção do nível de qualidade da solução para atender as demandas crescentes; * Receio de potenciais usuários quanto a mudanças nas regras de acesso ao software, quanto à descontinuidade da solução etc; * Inexistência de padrões universais para produzir e documentar programas; * Desconhecimento de boas práticas similares. * Pela complexa relação entre o setor público, privado, o terceiro setor e o colaborador individual, onde todos os atores tenham os seus papéis compreendidos para o pleno funcionamento de uma Comunidade .

A consolidação das principais modalidades de licenciamento associadas ao software livre (Inclusive com a publicação da CC/GPL em português.) estabelece, em tese, ambiência propícia à superação de boa parte dos limitadores listados, em especial os que se referem aos "receios de instituições desenvolvedoras e de potenciais usuários". Afinal, várias das garantias pretendidas seriam possíveis através da adoção de licenciamento em modalidade GPL no software a ser publicizado. Questões como não fechamento futuro de códigos derivados da versão originalmente livre, impossibilidade de alteração na modalidade de licenciamento de dada versão e direito público às melhorias produzidas em softwares livres são diretamente tratadas pela modalidade de licenciamento referida (Em 2004 foi publicada versão em português da licença, com o reconhecimento formal das autoras da concepção mundialmente aceita: Creative Commons e Free Software Foundation.) Neste contexto foi formulado o conceito de Software Público Brasileiro (PROCERGS. Construindo uma plataforma tecnológica - Software Público Brasileiro, 2001, mimeo.), associado a estratégias para ampla publicização de softwares desenvolvidos pelo governo e prevendo tratamento para o conjunto das restrições tratadas anteriormente. Ainda assim faltava uma experiência bem sucedida, capaz de ser sentida por parcela expressiva da sociedade e de materializar a nova modalidade de licenciamento e modelo de gestão. Como se verá a seguir, o Consórcio CACIC se aproxima muito destas condições e pode se efetivar como um caso concreto do preconizado Software Público.

2. CONSÓRCIO CACIC

2.1 Breve Histórico

Dentre as tarefas a cargo de cada escritório regional da DATAPREV está o gerenciamento das redes locais instaladas nas agências do INSS no território a ele circunscrito, em geral correspondente a uma unidade federativa. Considerado o fluxo de cidadãos nas agências, dispostas em diferentes pontos do estado, a manutenção de níveis satisfatórios de serviço sempre foi um desafio para as equipes técnicas alocadas.

Este quadro foi o elemento motivador para que em 2.000, profissionais que atuavam no escritório regional da empresa no estado do Espírito Santo, iniciassem a concepção de projeto de software com funcionalidades referentes à coleta e consolidação de informações sobre configurações de software e de dispositivos de hardware instalados em redes locais, através de arquitetura de agentes. O projeto foi denominado CACIC - Configurador Automático e Coletor de Informações, e embora tivesse caráter local, resultou ao longo do tempo em versões estáveis e documentadas, utilizadas por outros escritórios da DATAPREV. Adicionalmente, tendo em vista a adoção de premissas de interoperabilidade - interface web e http - e o uso prioritário de ferramentas livres (Arquitetura LAMP: Linux, APACHE, MySql e PHP, com alguns componentes em DELPHI.), no desenvolvimento do software, o CACIC se caracterizava como solução passível de instalação e uso em uma diversidade de ambientes, a custos muito baixos. Ainda assim, o caráter não corporativo do projeto na DATAPREV, não permitia que o CACIC fosse otimizado ao ponto de se estabelecer como solução de "prateleira" da instituição para outros órgãos de governo, ou mesmo que viesse a ser adotado no conjunto do parque por ela atendido.

2.2 A Formação do Consórcio

Paralelamente a este processo, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento - SLTI/MP, vivia o desafio de atender às suas atribuições como órgão central do SISP - Sistema de Administração de Recursos de Informática e Informação da Administração Pública Federal ( Decreto no. 1048, de 21 de janeiro de 1.994 - criação do SISP - e decreto 5.134, de 7 de julho de 2004, a SLTI é seu órgão central.) Neste sentido, deve-se registrar que, até o início de 2003, o suporte à função mais elementar do SISP - obtenção das informações de inventário do imenso parque instalado no Governo Federal - era feito através de aplicação que exigia que coordenadores de informática dos órgãos informassem periodicamente os totais de cada dispositivo/ferramenta instalados em redes locais sob sua responsabilidade. Ainda que a estratégia fosse sustentada por decreto do presidente do Comitê Gestor de Governo Eletrônico (Resolução Nº 14 de 6 de dezembro de 2002 - Comitê Executivo do Governo Eletrônico.), jamais resultou em informações confiáveis. Desta forma, em outubro de 2003, foram iniciados estudos para a adoção de software baseado em arquitetura de agentes, como alternativa mais racional para obtenção do inventário de recursos.

Os estudos, conduzidos no ambiente do Ministério do Planejamento, em parceria entre a SLTI e a coordenação de informática do Ministério, incluíram a avaliação de soluções de mercado e do setor público, dentre elas o CACIC. O processo foi atentamente acompanhado pelos coordenadores de informática dos demais órgãos da Administração Federal, sendo ponto de pauta freqüente de fórum dos coordenadores de informática de ministérios e do Grupo Técnico de Migração para Software Livre (Grupo de trabalho coordenado pela SLTI/MP com o objetivo de apoiar os trabalhos dos Comitês Técnicos do Governo Eletrônico que tratam das temáticas de Software Livre e de Sistemas Legados). O interesse pelo tema justificava-se pela inexistência de soluções similares, em expressivo número de ambientes. O que evidenciava que os resultados da avaliação em curso seriam úteis para muitos órgãos.

Embora o estudo tenha concluído por alguma superioridade de solução de mercado em relação ao CACIC, especialmente no que tange a requisitos de usabilidade e eficiência, muitos fatores apontavam para que fosse recomendado o uso da solução desenvolvida pela DATAPREV, dentre os quais destacam-se * Custo das soluções de mercado; * Não aderência da solução de mercado às diretrizes do Governo Eletrônico, em especial no que tange ao uso de softwares livres na arquitetura de desenvolvimento, atendimento à e-PING (Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico, disponível em www.governoeletronico.gov.br.) e ; * Pleno acesso ao código fonte do produto.

Neste sentido, considerando ainda o caráter crítico das informações a serem tratadas pela aplicação, foram iniciadas pela SLTI/MP junto à direção da DATAPREV discussões no sentido de que o CACIC viesse a ser gradualmente adotado pela Administração Pública Federal através de estratégia que combinasse duas linhas: (i) a imediata instalação e uso da versão existente e (ii) o desenvolvimento colaborativo de versões futuras, que viessem a contemplar o conjunto de requisitos desejados. Além da SLTI/MP, os coordenadores de informática de três outros órgãos - Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Educação e do Meio Ambiente - dispuseram-se a aderir espontânea e prontamente à iniciativa. Inclusive através da alocação de técnicos em tarefas de desenvolvimento de novas funcionalidades prioritárias, dentre as quais agente para uso em estações cliente com sistema operacional livre e camada de web service para consolidação de informações produzidas em diversas redes locais.

Restava no entanto o desafio de garantir que o processo fosse conduzido sob condições juridicamente sustentáveis, conforme tratado no tópico anterior. No caso em questão, tais garantias envolviam: * que os dirigentes da DATAPREV não viessem a ser juridicamente questionados quanto a eventual dano causado aos interesses da empresa pela cessão do produto; * que a DATAPREV ou a SLTI/MP não viessem a ser responsabilizadas por problemas decorrentes do uso do software pelos potenciais usuários; * que os demais órgãos não viessem a ser surpreendidos pela alegação de uso não autorizado do CACIC; * que houvesse garantias de que toda melhoria incorporada ao software pudesse ser reusada pela comunidade usuária, e por conseqüência retornasse à instituição patrocinadora do desenvolvimento original: a DATAPREV .

Embora fosse possível prever que o equacionamento do conjunto de condições relacionadas seria possível através da adoção de licenciamento do software na modalidade GPL, a situação nunca havia sido tratada com esta abrangência por qualquer órgão da Administração Pública Federal. Mas ao contrário de paralisar o processo, o caráter de ineditismo da tarefa motivou os intervenientes a trilhar passo a passo e com todo rigor os procedimentos que viessem a dar sustentabilidade legal à iniciativa. O que envolveu dentre outros instrumentos: registro de autoria/propriedade do software junto ao INPI por parte da DATAPREV, estabelecimento de convênio entre esta e a SLTI/MP e o posterior licenciamento do CACIC na modalidade GPL. Este esforço, coordenado pelas consultorias jurídicas da SLTI/MP e DATAPREV, contou com importante colaboração da procuradoria do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação - ITI, e é hoje entendido como um dos sub produtos mais relevantes da iniciativa do Consórcio: o estabelecimento de modelo de procedimentos para que outros softwares desenvolvidos pelo setor público venham a ser compartilhados e aprimorados pelo conjunto da sociedade, de forma juridicamente responsável (www.governoeletronico.gov.br/cacic/modelos).

2.3 A Comunidade CACIC

Assim que se estabeleceu a convicção de que seria possível equacionar as garantias necessárias para uso e desenvolvimento colaborativo da solução, foi realizada a 1a. Convenção de Usuários do CACIC. O evento, realizado em Brasília em 22 de março corrente, teve participação compatível com o interesse dos coordenadores de informática na Administração Federal pela solução: representantes de cerca de 30 instituições. O processo foi enriquecido pela presença do líder de um dos softwares livres mais utilizados no Brasil: o Open Office, permitindo assim que os participantes tivessem uma visão detalhada e real das condições para interagir com a inovação em pauta.

Nesse ambiente, foi validado o modelo de gestão do Consórcio CACIC com a seguinte lógica geral: * Cabe a SLTI/MP a alocação de recursos humanos e de infra-estrutura para gestão do Consórcio, incluindo-se aí hospedagem (www.governoeletronico.gov.br/cacic) e gestão dos conteúdos, inclusive todo o código fonte, liberação de versões, gerenciamento de usuários e de listas de discussão; * Cabe a cada um dos demais integrantes do Consórcio a alocação de recursos humanos para a instalação e uso do CACIC em seu ambiente computacional; * A alocação de recursos humanos necessários ao desenvolvimento e estabilização de versões futuras será feita pelos participantes do Consórcio, mediante negociação caso a caso, sendo sempre precedida pela avaliação de prioridades dos conjuntos dos membros.

Os resultados da Convenção incluíram ainda cronograma de instalação da versão existente do software nos órgãos interessados, priorização coletiva de requisitos de versões futuras, plano de capacitação das equipes e mecanismos para gestão de configurações.

Ou seja, estava assim instituído o Consórcio CACIC no âmbito da Administração Pública Federal. Mas, como o entendimento dos membros era que a sociedade, especialmente através das comunidades de informática pública e de software livre, deveria também ser convidada a aderir à iniciativa, o Consórcio foi a seguir divulgado em fóruns representativos (XI Congresso Nacional de Informática Pública e VI Fórum Internacional de Porto Alegre). Tais encaminhamentos levaram à expressiva ampliação dos interessados, que hoje incluem estudantes, universidades, empresas, ONGs, governos estaduais, municipais e instituições do legislativo e judiciário. Ou seja, o que parecia a princípio ser uma demanda estritamente da Administração Pública Federal, mostrou-se de interesse para significativa parcela da sociedade, como pode ser ilustrado pelos seguintes exemplos de adesões: * Governos da Argentina, do Paraguai e da Venezuela. A partir da explicitação destes interesses, o governo brasileiro, através da SLTI/MP e o governo venezuelano através da empresa estatal Petróleo da Venezuela - PDVSA, firmaram acordo para gerar a versão em espanhol da ferramenta; * Instituições de Informática Pública Estaduais: a Companhia de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC) e a Companhia de Informática do Paraná (CELEPAR) estão utilizando e aprimorando o CACIC, com vistas a constituir consórcio estadual de desenvolvedores e de suporte aos estados. Paralelamente, o Governo Eletrônico do estado de Minas Gerais também tem estudado a ferramenta; * Prefeituras: a adequação do software para esta realidade tem sido feita individualmente por várias instituições municipais, dentre as quais a instituições de informática pública de Belo Horizonte, Recife, Curitiba, João Pessoa e Rio das Ostras. Adicionalmente o Consórcio de Municípios para o Software Livre (COMSOLI) tratará da divulgação do CACIC junto a seus associados; * Empresas: o Grupo Mabel, empresa do ramo alimentício, iniciou a prospecção do sistema de inventário e demonstrou interesse em utilizá-lo internamente na organização. Os gerentes e analistas de sistemas de diversas outras grandes empresas, como a Varig, Itapemirim, Águia Branca, BS Colwey Pneus, Tok Stok, Curinga Pneus, também solicitaram acesso à documentação para conhecer com mais detalhes a solução; * Grupos de Pesquisa: A Universidade de Brasília (UnB) está analisando em profundidade o projeto, com vistas a refinar e complementar sua documentação. A UFMG está operacionalizando a acoplagem da ferramenta livre NAGIOS para o controle das máquinas servidoras. Grupos de pesquisa da UFPA, UNICAMP, PUC-Minas, UNISINOS, UNIVATES e CEFET-SC também estão em contato com o CACIC.

Desta forma, o Consórcio CACIC, originário da decisão de agentes públicos de compartilhar responsavelmente um software desenvolvido com recursos públicos, configura-se hoje como experiência de caráter exemplar: o uso do software é feito por dezenas de instituições, melhorias e evoluções de suas funcionalidades estão articuladas sem que sejam necessárias despesas de vulto por qualquer dos parceiros ou da coordenação, a aderência a padrões é premissa básica do desenvolvimento e não são esperados quaisquer problemas jurídicos para o modelo.

Deve-se registrar ainda que os primeiros efeitos positivos de seu uso por equipes de informática do governo permitem antever um novo conjunto de benefícios do empreendimento: fortalecer a cultura de compartilhamento de software entre entes públicos. Ou seja, a vivência de interações em uma comunidade de desenvolvimento ativa e gerenciada tem se mostrado como potente antídoto para resistências em disponibilizar soluções desenvolvidas internamente e mesmo para utilizar softwares livres em maior escala. Neste sentido, já podem ser observadas articulações de coordenadores de informática do governo federal para criação de novos consórcios e a ramificação da Comunidade CACIC para além da esfera governamental.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

É evidente que a iniciativa do Consórcio CACIC não seria possível se ao longo do tempo a tese de defesa do compartilhamento de software pelo setor público não tivesse sido intensamente debatida, se experiências alinhadas a esta tese não tivessem sido implementadas, enfrentado e gradualmente superando obstáculos, ou se a comunidade de software livre não tivesse atingido o grau de maturidade atual. Ou seja, não está se falando de forma alguma do "princípio da história". Tampouco poderia se pensar que a partir da constituição da comunidade CACIC se tenha chegado ao ponto final dos desafios para materialização do Software Público Brasileiro. O estágio atual da iniciativa representa em verdade novos compromissos para os envolvidos: manter gerenciada e ativa a comunidade CACIC, incentivar e planejar cuidadosamente a constituição de novos consórcios. Embora a experiência esteja se consolidando, já é possível perceber que esse protagonismo do governo pode acelerar o processo de compartilhamento de soluções pelo setor público e criar desdobramentos para um novo modelo de negócios no segmento de software. Para tanto, as contribuições serão bem-vindas e todo o aprendizado se tornará um novo passo para sedimentar o conceito de Software Público no país.

AUTORIA

Anderson Peterle (anderson.peterle@previdencia.gov.br) Assistente de Tecnologia da Informação da DATAPREV, lotado no escritório regional do estado do Espírito Santo.

Carlos Alberto Jacques de Castro (castrocarlos@via-rs.net) Analista de Sistemas, Consultor de TI e ex-Diretor de Operações e Telecomunicações da DATAPREV.

Corinto Meffe (corinto.meffe@planejamento.gov.br) Gerente de Projetos do Departamento de Integração de Sistemas, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, cedido pela DATAPREV.

Nazaré Lopes Bretas (nazare.bretas@planejamento.gov.br) Gerente de Projetos do Departamento de Integração de Sistemas, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, cedida pela PRODABEL.

Rogério Santanna dos Santos (rogerio.santanna@planejamento.gov.br) Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão. PALAVRAS-CHAVE Compartilhamento de Conhecimento - Desenvolvimento Colaborativo - Software Livre - Software Público - Informática Pública

RESUMO

(*) Publicado na IP - Informática Pública, volume 7, número 2, ISSN 1516-697X, set./2005 - fev./2006, Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte - PRODABEL - Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.


Fonte: Corinto Meffe








Lançada a Distribuição GEOLivre Linux 5.0




Fonte:




Lançada a mais completa distribuição Linux para aplicações na área de Geotecnologias. A nova versão do GEOLIVRE LINUX é baseada no Kurumin 5.0 e, ao contrário do GIS-Knoppix, ele é disponibilizada gratuitamente para a comunidade.


Entre as aplicações presentes nesta versão, estão:

- UMN MapServer: API para o desenvolvimento de aplicações SIG para WEB. O MapServer é o carro-chefe das aplicações de código aberto para área de Geotecnologias com inúmeros casos de uso ao redor do mundo. Possui extensões para desenvolvimento em PHP, Perl, Python e Java;

- PostgreSQL/PostGIS: SGBD com extensão espacial para armazenamento e tratamento (análise) de dados geográficos vetoriais;

- Open 3D GIS: Solução para SIG 3D com base em padrões abertos. Utilizada as extensões 3D do PostGIS para armazenar a geometria. O formato X3D é utilizado como padrão para visualização;

- GMT: Coletânea de aproximadamente 60 ferramentas para manipulação de dados geográficos 2D e 3D. O acesso destas ferramentas é feito por linha de comando;

- GRASS: É o mais antigo sistema livre para aplicações de SIG. Na sua longa história, ele já mudou de mantenedor começando com o Exército Americano em 1982 (nesta época ainda não era livre). Durante essa trajetória, o sistema incorporou poderosos recursos para área de Geotecnologias;

- UDIG: Sistema voltado a aplicações SIG com alta interoperabilidade com diversos formatos, principalmente com as especificações OpenGIS. É desenvolvido sobre o Eclipse Workbench (Java) e permite que desenvolvedores o utilizem como base para qualquer aplicação SIG;

- JUMP: Framework Java para o desenvolvimento de aplicações de SIG. Foi desenvolvido por uma empresa canadense e se tornou muito popular principalmente pelo ambiente gráfico bem amigável, pela excelente documentação e pela facilidade de programar novas funcionalidades;

- Terraview: O TerraView é um aplicativo construído sobre a biblioteca de geoprocessamento TerraLib , tendo como principais objetivos: apresentar à comunidade um fácil visualizador de dados geográficos com recursos de consulta a análise destes dados e exemplificar a utilização da biblioteca TerraLib. O TerraView manipula dados vetoriais (pontos, linhas e polígonos) e matriciais (grades e imagens), ambos armazenados em SGBD relacionais ou geo-relacionais de mercado, incluindo ACCESS, PostgreSQL, MySQL e Oracle;

- Spring: O SPRING é um SIG (Sistema de Informações Geográficas) com funções de processamento de imagens, análise espacial, modelagem numérica de terreno e consulta a bancos de dados espaciais;

- QGIS: Visualizador de dados geográficos com interface amigável. Possui poucos recursos para tratamento dos dados (vetoriais ou matriciais), mas permite acesso a uma grande variedade de dados vetoriais através da biblioteca OGR;

- Thuban: Visualizador para dados de SIG escrito em Python. Ele possui uma interface amigável e alguns recursos úteis;

- MySQL: SGBD de licença "dual" (livre para projetos livres e comercial para projetos comerciais) que é utilizado pelo Terraview para armazenamento de dados geográfico. Este SGBD ainda está em fase de adequação com a especificação SFS;

- QCAD: CAD livre (também possui versões comerciais) que possui inúmeros recursos para desenho de plantas.

Esta distro foi desenvolvida no programa de estágio da OpenGEO (http://www.opengeo.com.br) e contará com, pelo menos, uma nova versão por ano. A OpenGEO é uma empresa brasileira de Geotecnologias que desenvolve soluções corporativas em código aberto. Entre os clientes da OpenGEO, estão grandes prefeituras (capitais) e ministérios. Além do GEOLIVRE LINUX, a OpenGEO possui envolvimento direto e indireto, respectivamente, nos seguintes projetos: Open 3D GIS (http://www.open3dgis.org) e e-Foto (http://www.efoto.eng.uerj.br). A

OpenGEO também tem organizado e apoiado os eventos de software livre para GEO no Brasil, tais como: GEOLIVRE RIO 2005 e II Encontro Nacional dos Usuários do MapServer.

O download da ISO já está disponível no portal www.geolivre.org.br


Fonte: Comunidade GEOLivre.org.br








Meca ganhará rede IP gigante




Fonte:



SÃO PAULO – A empresa saudita Future Entertainment Works e o governo do país contrataram a canadense Nortel para construir uma rede IP em um terreno de 800 mil metros quadrados em Meca.

Meca é o principal centro de peregrinação muçulmana do mundo. No terreno, que fica junto à Mesquita Sagrada, será construído o King Abdulaziz Endowment, um complexo de seis edifícios comerciais e residenciais, além de um hotel cinco estrelas.

A Nortel estima que a rede tenha 65 mil portas e 400 switches. Ela oferecerá 16 diferentes serviços a seus usuários, incluindo 18 mil linhas de telefonia e televisão por IP. A rede gigante estará preparada para receber qualquer equipamento habilitado para trabalhar com conexões IP.

A expectativa é que a primeira fase seja entregue já no final do primeiro trimestre deste ano. O projeto deve ser concluído em 2007.


Paulo Silvestre, do Plantão INFO






terça-feira, janeiro 24, 2006

Frente Parlamentar Mista pelo Software faz reunião com Presidente da Câmara




Fonte:




Nesta quinta-feira (19/01), a Frente Parlamentar Mista pelo Software Livre, presidida pelo Deputado Federal Vanderlei Assis (PP-SP), reuniu-se com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e com membros do Governo para trocar experiências sobre o processo de migração para software livre no âmbito dos dois poderes.


O encontro foi uma iniciativa da Frensoft que tem interesse de acompanhar o processo de migração para Software Livre que está sendo realizado pelo Executivo desde de 2003. Na ocasião, foram debatidos os resultados alcançado e as alternativas que possibilitem intensificar o processso de transição. O relato completo com os resultados da reunião será apresentado pela Frensoft no dia 25.

Estiveram presentes ao encontro, entre outros, o Deputado Vanderlei Assis e demais membros da Mesa Diretora da Frensoft, o Diretor Geral da Câmara dos Deputados, Dr. Sérgio Sampaio, o Diretor do CENIN, Dr. Luiz Antonio da Eira, o assessor do ITI, Edgard Piccino e o Gerente Executivo de Desenvolvimento de Software da Cobra, Ricardo Bimbo. Segundo o deputado Vanderlei Assis, esse encontro, foi importante para que o Centro de Informática da Câmara dos Deputados, Cenin, consolide e agilize a implantação do plano de migração. Na ocaisão foi quetionado tembém o pregão eletrônico nº 071/2005, cancelado temporariamente pela Câmara.

Fonte: Frente Parlamentar Mista pelo Software Livre









quinta-feira, janeiro 19, 2006

Google Talk começa a falar com outros messengers




Fonte:



SÃO PAULO – O Google anunciou que seu comunicador instantâneo Google Talk já é capaz de trocar mensagens com outros comunicadores que adotem o protocolo de comunicação aberta XMPP.

Apesar da alvissareira, a medida tem pouco impacto na prática. Poucos comunicadores instantâneos adotam o XMPP, sendo o Jabber, que no Brasil tem uma participação praticamente nula, o mais conhecido deles.

Por ocasião da compra de 5% da AOL por US$ 1 bilhão, oficializado no dia 21 d dezembro, as duas companhias comentaram sobre a possibilidade de se integrar o Google Talk aos programas de comunicação instantânea da AOL (AIM, ICQ e o navegador da AOL), que juntos formam a maior comunidade de mensagem instantânea do mundo. Entretanto, até o presente momento, não foi anunciada nenhuma evolução nesse sentido.

Em outubro, a MSN e o Yahoo! anunciaram que estavam trabalhando para que seus comunicadores instantâneos passem a se comunicar. Segundo comunicado no site do segundo, isso deve acontece ainda nesse semestre.

Leia também:




Paulo Silvestre, do Plantão INFO






quarta-feira, janeiro 18, 2006

Nova forma de publicidade



Fonte:



A popularização das fotos por satélite de programas como o Google Earth, fizeram as empresas e os publicitários tentar um novo e ousado passo.

A idéia é que as companhias paguem por uma publicidade a ser pintada sobre grandes prédios, assim quando o satélite que tira as fotos passar novamente, fique marcada na foto a marca de determinada empresa ou produto.

O problema é que essas fotos são atualizadas esporadicamente, e pode ser um investimento e tanto cobrir o topo de um grande prédio para aparecer mundialmente em um programa de busca de imagens via satélite.








Seagate traz HD de 160 GB e gravação perpendicular




Fonte:



SÃO PAULO – A Seagate anunciou um novo modelo de disco rígido para notebooks com capacidade de armazenamento de 160 Gbytes e gravação perpendicular.

Batizado de Momentus 5400.3, seus discos têm 2,5 polegadas de diâmetro e armazenam, segundo o fabricante, o equivalente a 40 mil músicas ou três horas de vídeo de alta definição.

O modelo trabalha a 5.400 RPM. A Seagate anunciou que pretende lançar outros modelos mais lentos, o que é interessante para notebooks, já que isso diminui o consumo de energia e os preços.

O produto é o primeiro da empresa para computadores portáteis que se vale da tecnologia de gravação perpendicular. Por essa técnica, as partículas magnéticas nos pratos do disco são organizadas de fato na vertical, ao contrário da técnica tradicional, em que a polarização magnética é disposta horizontalmente na superfície dos pratos. Esse truque engenhoso permite discos com capacidade de armazenamento 25% superior, pois aumenta a densidade de partículas nos pratos.

A Seagate promete para breve modelos de 3,5 polegadas, usados normalmente em micros de mesa e gravadores de vídeo digitais, com a mesma tecnologia de gravação perpendicular. Modelos de uma polegada, para MP3 players e telefones, também adotarão a nova tecnologia.

A técnica é a menina dos olhos da indústria no momento, por justamente permitir discos com densidade de armazenamento maior sem precisar reduzir ainda mais as partículas magnéticas, que já esbarram em limitações físicas. Partículas muito pequenas tendem a ser menos confiáveis, pois pequenas variações térmicas ou mesmo movimentos bruscos podem alterar o seu estado magnético (o que implica perda da informação). Concorrentes da Seagate, como Toshiba e Hitachi, também trabalham em modelos com gravação perpendicular.

A capacidade de se dobrar a densidade de armazenamento, que costumava acontecer a cada ano, hoje só chega a cada 18 meses.

Saiba mais:





Paulo Silvestre, do Plantão INFO






OpenSuse: Crie o DVD de instalação a partir dos CDs!




Fonte : noticiaslinux.com.br




Para os usuários do OpenSUSE que desejam ter em mão um DVD de instalação ao invés de 5 CDs, SEUS PROBLEMAS ACABARAM.
O tutorial utilizada o script makeSUSEdvd, onde podemos criar um DVD bootável a partir dos CDs de instalação.

http://www.agnix.org/index.php[...]sg=Gracias%20polo%20seu%20voto!

Postada por: Alessandro de Oliveira Faria - CABELO <alessandrofaria(at)netitec.com.br>










Google Talk já se comunica com outros servidores Jabber




Fonte : noticiaslinux.com.br




Há muito se esperava que o Google Talk se unisse com o restante da rede Jabber. Bom, pois como pode ser lido no blog de Ralph Meijer através do Planet Jabber e como podemos comprovar (testando), o Google Talk acaba de unir-se, quer dizer, o Google Talk já pode intercomunicar-se com o restante dos servidores Jabber.

Blog: http://ralphm.net/blog/2006/01/17/gtalk_s2s

Fonte: http://barrapunto.com/articles/06/01/17/1814219.shtml











Juiz do Reino Unido faz 'cara feia' para patentes de software




Fonte : noticiaslinux.com.br




Um juiz do Reino Unido questionou se as patentes de software devem ser concedidas e criticou os Estados Unidos por permitir que "qualquer coisa sob o sol" seja patenteada. Sir Robin Jacob, um juiz da Corte de Apelação do Reino Unido, que se especializa em lei de propriedade intelectual, falou sobre os potenciais problemas em torno das patentes de software num seminário para a 'Society for Computers and Law ' em Londres. "Precisamos nós de patentes para programas de computador? Onde está a evidência para isto?", perguntou Jacob.

Fonte: http://news.com.com/U.K.+judge[...]-1012_3-6027097.html?tag=st_lh










25 razões para mudar para Linux




Fonte : noticiaslinux.com.br




No site a seguir contamos com uma lista de 25 razões para mudar para Linux. Atualizada recentemente.

Veja: http://www.bellevuelinux.org/reasons_to_convert.html










Nokia 770 rodando Linux




Fonte : noticiaslinux.com.br




Realmente parece ótimo o tablet da Nokia rodando Linux.

Os screenshots dizem tudo: http://tuxtops.com/node/501









Linux na NASA




Fonte : noticiaslinux.com.br




Quando as naves voaram ao espaço para começar uma jornada de 60 milhões de milhas até o Planeta Vermelho (Marte), o Linux estava lá para ajudar a NASA a tirá-las do solo.
De fato, alguma forma de Linux esteve presente no laboratório de propulsão da NASA (NASA Jet Propulsion Laboratory - JPL), por anos, apoiando pesquisadores em projetos que vão desde vôos espaciais sem nome até exploração profunda do espaço.
Ainda mais espantoso talvez do que as jornadas de milhões de milhas pelo espaço, é que em muitos dos desktops dentro do laboratório, o Linux é o sistema operacional preferido.
No JPL é comum ver Red Hat, SuSE ou Mandriva Linux rodando nos desktops dos usuários ao lado do Windows.

Mais na fonte: http://searchopensource.techta[...]89142,sid39_gci1157697,00.html










Anonym.OS: Um distribuição para navegação no ANONIMATO.




Fonte : noticiaslinux.com.br




Anonym.OS: É uma ditribuição Live CD baseada no OpenBSD (v3.8) criada para navegação com privacidade. Esta distribução utiliza a tecnologia Tor (http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=2759) cujo artigo foi publicado no Viva O Linux.

http://www.agnix.org/index.php[...]Itemid=2&mosmsg=Xa%20votou!

Postada por: Alessandro de Oliveira Faria - CABELO <alessandrofaria*NOSPAM*netitec.com.br>










Primeiro computador com processador Cell e Linux.




Fonte : noticiaslinux.com.br




“O primeiro produto baseado no procesador Cell da IBM/Toshiba/Sony batizado com o nome de Mercury Computer Systems. O equipamento é destinado para o mercados médico, defesa, inspeção industrial. No produto é incluso o IBM SDK.”

http://www.agnix.org/index.php[...]tent&task=view&id=1528

Postada por: Alessandro de Oliveira Faria - CABELO >alessandrofaria|arroba|netitec.com.br<










MonoDevelop integra o Glade




Fonte:




MonoDevelop integra o Glade3. Agora desenvolvedores Mono poderão desenvolver suas aplicações desktop para GTK de forma integrada no IDE da mesma forma como desenvolvedores Delphi ou VisualStudio.

Mais detalhes em : http://monobrasil.softwarelivre.org


Fonte: Mono Brasil








Grande procura esgota estoque de PC popular




Fonte:




A procura acima do esperado pelos PCs populares com financiamento facilitado esgotou os estoques do Magazine Luiza --até agora, esta é a única rede varejista a utilizar os recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) destinados à inclusão digital. A rede deve voltar a comercializar o produto neste sábado (14).


A "pausa" nas vendas teve início no dia 1º de janeiro e refere-se a um modelo específico da Positivo Informática --por enquanto o único PC a receber este benefício do programa governamental Computador Para Todos. Em 12 dias, o Magazine vendeu as 15 mil unidades do produto que, segundo suas previsões, seriam comercializadas em três meses.

O micro tem processador Intel Celeron D315, 40 GB de HD, 128 MB de memória, gravador de CD, pode ser conectado à internet, monitor de 15", teclado ABNT, sistema operacional Linux em português e 27 aplicativos. Seu preço à vista é R$ 1.255, mas o grande chamariz --e responsável pela queima dos estoques-- é o financiamento: 25 parcelas de R$ 69,90 (total de R$ 1.747).

As vendas são feitas com entregas programadas e, por isso, muitos daqueles que compraram o PC em dezembro só receberão o produto em janeiro. Este mesmo sistema funciona com a retomada das vendas neste sábado --isso significa que, depois de fechar negócio, os clientes não sairão das lojas com o computador.

"A partir de sábado, poderemos comercializar mais 30 mil peças. A entrega não é imediata, mas a diferença [de preços] é tão grande que vale a pena esperar alguns dias para receber o produto", afirma Marcelo Rodrigues Neves, gerente de compras do Núcleo de informática do Magazine Luiza.

Estréia

O Magazine Luiza, primeira rede a receber os recursos do BNDES, passou a oferecer o financiamento --feito nas próprias lojas-- no dia 20 de dezembro. Outras empresas estão cadastradas para ter acesso a esse benefício, mas o banco não divulga quais são elas.

Para oferecer o financiamento facilitado a seus clientes, as empresas têm de ser 100% brasileiras, auditadas e ter seus acionistas majoritários residindo no Brasil. Os micros financiados precisam custar até R$ 1.400, ter seus fabricantes cadastrados junto ao MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) e seguir configuração pré-estabelecida pelo governo.

Outra frente do projeto, em vigor desde junho, permite que os computadores de até R$ 2.500 sejam vendidos com isenção do PIS e Cofins. Isso, na prática, significa redução de cerca de 9,25% nos preços.

fonte: JULIANA CARPANEZ - Folha Online

Enviado por Furusho - Movimento Software Livre Paraná


Fonte: Folha Online








TRT-6 paga mais caro por licença do MS-Office 2003 do que a Câmara dos Deputados




Fonte:




O Tribunal do Trabalho da 6ª Região (Pernambuco) está adquirindo 183 licenças do Microsoft Office 2003 Standard em Portugês ao preço unitário de R$ 922,25. O registro de preço foi anunciado hoje (03/01) no Diário Oficial da União pelo TRT-6.

Esse preço é superior ao que a Câmara dos Deputados conseguiu no seu pregão eletrônico realizado no dia 20 de dezembro, que está suspenso por tempo indeterminado. A Câmara obteve um preço unitário de R$ 819,00.


A diferença de R$ 103,25, entretanto, pode ter ocorrido em virtude daquela casa legislativa estar adquirindo 5.692 cópias do Office 2003, o deve ter gerado um desconto maior dado pela revendedora que venceu o pregão, mas ainda não teve o nome homologado:a Allen Rio Serviços e Comércio de Produtos de Informática Ltda.

O TRT-6 registrou o preço ofertado em seu pregão eletrônico pela Brasoftware Informática Ltda.

Luiz Queiroz :: 03/01/2006


Fonte: Convergência Digital








Governo Federal reforça aposta em computação grid




Fonte:




Cerca de um ano atrás, quando a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou suas intenções de conduzir projetos de computação em grid,


a retórica que surgiu ao redor da iniciativa foi principalmente sobre redução da dependência dos fornecedores e corte de despesas relativas aos computadores de grande porte. Acreditava-se que o maior benefício seria minimizar a queda de braço com os fabricantes de mainframes, que tradicionalmente cediam pouco na negociação dos preços dos equipamentos.

Os resultados das iniciativas realizadas desde então, porém, mostram que, além de favorecer a barganha com os fornecedores, o sistema pode também trazer benefícios a outras instâncias públicas a baixo custo, o que deu fôlego ainda maior à tecnologia dentro do governo. A aposta é tamanha que a SLTI pretende elevar em mais de 730% os investimentos em projetos de grid, passando de 600 mil reais no ano passado para algo em torno de cinco milhões de reais em 2005.

A primeira experiência começou em abril com a utilização do sistema que inclui 32 servidores de dois núcleos e software livre baseado em Debian. Adquirida no ano passado por 480 mil reais, a solução de 4,5 terabytes teve como missão testar o poder computacional da estrutura para filtrar a base da Previdência Social, a fim de verificar distorções na lista de cadastros, conforme aponta Rogério Santanna, secretário de Logística e Tecnologia da Informação. "A ferramenta ajudou a mostrar que, para cada óbito registrado no sistema de aposentadorias, existem outros 156 não detectados, o que na prática, faz com que o governo continue pagando aposentadorias para pessoas que já morreram", aponta.

Os números da própria Previdência mostram que o sistema precisa ser realmente robusto para processar o cruzamento dos dados necessário para a detecção das fraudes ou distorções. O órgão pagou em benefícios nada menos do que 100,6 bilhões de reais de janeiro a setembro deste ano, sendo 2,81 milhões de novos benefícios emitidos no período - volume que representa crescimento de quase 60% nos últimos oito anos. De acordo com Santanna, se o Estado conseguir detectar as sobreposições e pagamentos indevidos, economizará milhões de dólares anuais. "Pode-se dizer que a inteligência artificial rodando nesse tipo de processamento demandou grande poder computacional. Os resultados foram satisfatórios e a intenção é reduzir custos nesse tipo de trabalho e desenvolver o uso em governo eletrônico", explica.

Os próximos alvos do sistema de computação grid da SLTI são os programas sociais do governo federal. De acordo com Santanna, a secretaria está testando em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social uma solução para integrar os cadastros para eliminar as sobreposições dos beneficiários de serviços como Bolsa Escola e Bolsa Alimentação. Os números dessa área também são graúdos: só em agosto o Bolsa Família pagou nada menos do que 488,1 milhões de reais em todo o País. "O primeiro passo é limpar os cadastros sociais, da mesma maneira do sistema utilizado no teste da Previdência", sinaliza.

Os testes realizados com o sistema de grid, porém, têm exatamente, como o próprio nome diz, caráter experimental. "Este não é um ambiente de produção, mas sim de prototipagem. Criamos propostas de sistemas para ajudar na integração de dados que podem, ou não, funcionar futuramente em cima dessa arquitetura", alerta Corinto Meffe, gerente de Inovação Tecnológica da SLTI. Segundo o executivo, a missão do Ministério do Planejamento é avaliar os sucessos e insucessos do ambiente, já que a eventual implantação fica a cargo de cada órgão. No caso da Previdência, a experiência bem sucedida levará à contratação do software de gestão de qualidade de dados, necessário para a filtragem da base. O pregão para a contratação do programa está previsto para a segunda quinzena de dezembro.

Reduzindo dependências

Olhando pelo ângulo do vínculo com os fabricantes, a Secretaria acredita que conseguirá não só reduzir a dependência de um único fornecedor e de softwares atrelados ao hardware, mas também garantir melhor aproveitamento dos sistemas já adquiridos. Isso porque, segundo Corinto Meffe, atualmente as soluções são pouco flexíveis ou apresentam valores muito altos para viabilizar expansões futuras de capacidade. "Normalmente compramos uma máquina com capacidade 40% ou 50% maior do que precisamos para suportar as necessidades posteriores. Já com o grid, conseguimos expandir a capacidade sempre que for preciso".

As primeiras experiências para ampliação do sistema da SLTI já estão previstas. A intenção é levar, nos próximos meses, alguns módulos a outro prédio do Ministério do Planejamento promovendo a integração do grid entre os edifícios. Pode-se entender que este é um procedimento inicial para criar uma estrutura a ser disseminada para toda a Esplanada dos Ministérios.

Quanto aos benefícios, ganho de desempenho e de disponibilidade do sistema, estão na ponta da língua dos idealizadores da ferramenta. "Estamos trabalhando para poder usufruir dessa infra-estrutura com ganho de processamento, e de disponibilidade, a fim de chegarmos a números que se aproximem de 99,9% de disponibilidade com conectividade adequada", sinaliza. A equipe técnica envolvida no projeto de grid na SLTI é mantida atualmente por quatro pessoas, sob o comando de Meffe.

O Ministério do Planejamento, no entanto, não está trabalhando sozinho nas iniciativas de computação grid. Em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e universidades brasileiras, as estratégias estão em reunir casos de sucesso que possam inspirar o desenvolvimento e o avanço da tecnologia na esfera pública. "Com a cooperação técnica do Serpro para a transferência de conhecimento em software livre e também de modelos apresentados por professores de universidades, como a UnB (Universidade de Brasília), vamos reunir conhecimento para fazer o projeto crescer", diz o executivo.

O próprio Serpro, em apoio às iniciativas da SLTI, tem mantido contato com outras instituições de ensino brasileiras, como a Universidade da Paraíba, para aproximar os projetos acadêmicos dos governamentais na área de grid. "Esperamos que a convergência entre novas pesquisas de universidades para grid e também com software livre crie um novo ambiente de governo com recursos computacionais de alta qualidade", informa Deivi Lopes Kuhn, coordenador de migração para software livre do Serpro.

Para o secretário Rogério Santanna, o momento é de estabelecer a infra-estrutura de grid em diferentes ministérios e fazê-la colaborar entre si. "Acredito que entre três e cinco anos poderemos dominar este processo", aponta. Resta saber, se, com a eleição presidencial de 2006 e as possíveis mudanças nas equipes de TI dos ministérios, os projetos de computação grid terão fôlego para crescer no compasso estimado.

Enquanto isso, lá fora...

Enquanto a maioria dos projetos de computação grid está na fase experimental sobre como e onde ser utilizado no governo federal brasileiro, outros países como os Estados Unidos já apresentam estratégias claras sobre a implantação da tecnologia.

No Estado de Nova York, por exemplo, o governo local está investindo 500 mil dólares na criação de um sistema grid com 3 terabytes para realizar backups destinados às pequenas e médias empresas. A intenção é fazer com que o sistema recupere informações perdidas em caso de tragédias. De acordo com o porta-voz do Departamento de Ciência e Tecnologia local, Jim Denn, explorar o potencial do grid e da computação colaborativa passou a ter sentido após os atentados de 11 de setembro.

Já na região da Virgínia, o projeto de grid tem a intenção exata de permitir às empresas locais maior poder computacional, enquanto que em Cleveland, autoridades estão estudando a possibilidade de desenvolver grids de múltiplos dados para interligar serviços de saúde, escolas e agências municipais. Da mesma maneira como no Brasil, a parceria com universidades e instituições de pesquisa têm tido papel essencial no desenvolvimento das soluções.

(*) Segunda-feira, 19 dezembro de 2005 - 16:04

Camila Fusco, do COMPUTERWORLD


Fonte: Computerworld









sexta-feira, janeiro 13, 2006

Um em cada dez sites não funciona com Firefox




Fonte : noticiaslinux.com.br




O Firefox pode ter encerrado o ano com quase 10% do mercado total de navegadores, mas os novos usuários podem se deparar com uma surpresa desagradável, segunda uma pesquisa recente que mostra que um em cada dez sites não permitem o acesso completo por meio do browser.

A pesquisa, da empresa de testes de internet do Reino Unido SciVisum, foi baseada em testes com os 100 principais sites de consumo da região.

A empresa descobriu que 3% rejeitavam browsers que não fossem o Internet Explorer (IE), enquanto outros 7% usavam códigos compatíveis apenas com o navegador da Microsoft.

Entre os exemplos de sites que viram as costas para usuários de outros browsers estão o da Odeon Cinemas e da Jobcentreplus.

Já os sites da British American Tobacco e da Lloyds TSB estão entre os que possuem código compatível apenas com o IE.

A companhia ressaltou que algumas empresas mudaram suas políticas após a pesquisa. Hoje é possível pelo menos entrar em todos estes sites por meio do Firefox.

"Surpreendentemente, depois de todos esses anos, usuários de nagevadores padrão de mercado ainda se deparam com sites que não suportam sua opção de browser ou que trazem um link sugerindo o download do Internet Explorer, um software que presumidamente optaram por não utilizar", disse o principal executivo da SciVisum, Deri Jones.

A companhia recomenda aos desenvolvedores de web adotar os padrões Cascading Style Sheets (CSS), que permitem separam conteúdo de apresentação.

Mas nem tudo são más notícias para os adeptos de browsers alternativos: a SciVisum detectou que alguns sites fizeram excelentes progressos em 2005, incluindo a PowerHouse, que antes bloqueava usuários do Firefox , e o English Heritage, que originalmente empurrava aos não-usuários do IE uma versão sem gráficos das páginas.

O Firefox saltou de 4,64% de participação de Mercado no início de 2005 para 10% ao final do ano, segundo a NetApplications. No mesmo período, o Explorer caiu de 90,31% para 85,05%.

Link: http://idgnow.uol.com.br/AdPor[...]D758B620&ChannelID=2000012

Postada por: Ricardo Rabelo Mota <ricardorrm-nospam@SEM_SPAM.ibest.com.br>










Microsoft ganha patente que pode ameaçar Linux




Fonte : noticiaslinux.com.br




O Escritório de Patentes e Marcas dos EUA concedeu à Microsoft duas patentes sobre a FAT, usada para organizar arquivos em discos.

Criado no início dos anos 1980 para o PC-DOS, a FAT (sigla em inglês para tabela de alocação de arquivos) foi mantida nos outros sistemas operacionais da empresa, como MS-DOS e a maioria das versões do Windows. O sistema acabou sendo incorporado em dispositivos de outras empresas, como flash cards, e em outros sistemas operacionais, como algumas distribuições do Linux.

A decisão termina um debate de dois anos e reverte duas decisões preliminares contrárias à Microsoft. O escritório de patentes afirma que o sistema de arquivos é "inovador e não-óbvio", sendo, portanto, merecedor de uma patente.

A decisão tem implicações sérias porque a Microsoft pode vir a exigir royalties de sistemas de código-aberto, como o Linux. Esses sistemas são, por definição, livres de patentes. A empresa não fez comentários sobre o caso.

Em: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012006/12012006-2.shl

Postada por: Anderson Assumpção <protomorphos (SEM_SPAM) bol.com.br>










Lançado Mozilla Thunderbird 1.5




Fonte : noticiaslinux.com.br




A Mozilla lançou a última versão de seu cliente de e-mail com muitas novidades, incluindo melhor segurança (como autenticação Kerberos), atualização automática, suporte a podcasting, auto-saving e outras melhorias para tornar mais amigável a experiência de e-mail, de acordo com a companhia.

O Thunderbird 1.5, um aplicação open-source, está disponível gratuitamente para download em http://www.getthunderbird.com

A Mozilla é uma divisão da Mozilla Foundation que trata do lançamento de todos os projetos open-source do grupo.

Fonte: http://www.linuxworld.com.au/index.php/id;605814826;fp;16;fpid;0








Microsoft reconhece dois novos erros críticos no Windows




Fonte:



A Microsoft advertiu para a existência de dois novos erros considerados "críticos" em seu sistema operacional Windows, que podem permitir que hackers assumam o controle de computadores desprotegidos à distância.


A gigante da informática, e cujos produtos estão presentes em 90% de todos os processadores do mundo, introduziu no mercado programas para solucionar o problema, segundo o boletim mensal de segurança da empresa, distribuído ao público ontem.

Trata-se de um erro no Windows, descoberto pela companhia eEye Digital Security, e de outro nos programas de e-mail Outlook e Exchange, divulgados pela empresa Next Generation Security.

A Microsoft disse que até o momento não tem informações de ataques de hackers devido ao problema, e recomendou aos usuários que instalem os programas de segurança o mais rápido possível.

A companhia advertiu na última semana para outro erro grave no sistema Windows, que, segundo os especialistas em informática, já foi aproveitado pelos hackers em alguns ataques.

O problema foi divulgado em uma popular lista de correio eletrônico e a Microsoft reconheceu a falha, embora tenha dito que comprometia apenas o rendimento do computador, e não a segurança.


Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/[...]/2237895_1.xml









Pesquisa de software livre ganha versões em inglês e espanhol




Fonte:



Por: B2B Magazine

''O perfil dos usuários de Software Livre vem mudando rapidamente. Há cerca de um ano, apontamos que os usuários finais (camada de desktop) seriam provavelmente um dos últimos filões a serem explorados. Na prática, isto já está ocorrendo.'' A análise é de Giancarlo Stefanuto, coordenador do Observatório Digital SOFTEX, unidade de pesquisas da Sociedade SOFTEX.

A tendência foi detectada na pesquisa ''Impacto do Software Livre e de Código Aberto na Indústria de Software do Brasil'', levantamento sobre o tema realizado em todo o mundo, desenvolvido ao longo de quase um ano inteiro de trabalho e que agora está também disponível em Inglês e em Espanhol.

''O estudo constatou a crescente força do Software Livre e do Código Aberto no Brasil, onde recentemente o Linux começou a incomodar a Microsoft no varejo em função do programa Computador para Todos, do Governo Federal. Como apontou a pesquisa, é mais fácil alguém ser iniciado diretamente no Software Livre do que migrar do software proprietário'', comenta Giancarlo.

Razões de caráter técnico e econômico se mostraram decisivas para a adoção do modelo de Software Livre e do Código Aberto, implementado principalmente pelas grandes organizações nos setores de TI, comunicação, Governo, comércio e educação. O estudo também constatou que os desenvolvedores brasileiros já possuem um perfil muito profissionalizado, semelhante aos seus congêneres europeus.

Este foi o primeiro levantamento feito no país sobre as formas de organização técnica e econômica do Software Livre e Código Aberto, identificando os principais mercados e modelos de negócio, relacionando especialistas, tanto empresas como profissionais, dimensionando o mercado consumidor, identificando as condições de apropriação do conhecimento e o potencial de desenvolvimento e uso em determinadas áreas e mercados.

Lançado oficialmente em outubro, o Observatório Digital Softex tem por objetivo de desenvolver pesquisas e gerar subsídios que auxiliem os setores público e privado na tomada de decisões envolvendo a indústria brasileira de software e serviços correlatos, hoje uma das prioridades da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) do Governo Federal.

A íntegra da pesquisa ''Impacto do Software Livre e de Código Aberto na Indústria de Software do Brasil'' está disponível para download gratuito, em Português, Inglês e Espanhol, clicando aqui.



Publicada em: 12/01/2006 às 00:00 Seção: Notícias e Clipping







quinta-feira, janeiro 12, 2006

Deu na InfoExame: Software Livre avança no governo do Brasil




Fonte:




O Pingüim toma o poder

Órgãos públicos encontram no código aberto a saída para ganhar eficiência com orçamentos curtos

Ler os e-mails, escrever um texto, trabalhar numa planilha, acessar a intranet. A rotina do pessoal administrativo do Serpro, o gigante serviço de processamento de dados do governo federal, é assim, como em qualquer empresa. O extraordinário é que 3 700 desktops, 75% do total de PCs do administrativo, rodam apenas programas de código aberto.


Por Lucia Reggiani - InfoExame

Mais precisamente as mais recentes versões do sistema operacional Linux Fedora (Core 4), da suíte de aplicativos OpenOffice.org, do navegador Firefox e de sistemas próprios.

O órgão que processa todo ano o nosso Imposto de Renda não tem o que reclamar da tecnologia que começou a adotar estrategicamente a partir de 2004. "O Serpro ficou dez anos sem investimento, estávamos sucateados, defasados tecnologicamente. Com o software livre, conseguimos acompanhar a evolução da tecnologia e aproveitar melhor nosso orçamento", afirma Deivi Lopes Kuhn, coordenador de migração de software livre. Em dois anos de substituição de programas proprietários para software livre, o Serpro deixou de gastar com 10 milhões de licenças. O dinheiro que iria para elas foi redirecionado para máquinas, treinamento, consultaria e suporte técnico. Em 2004, a economia foi de 5 milhões de reais, segundo Kuhn.

A estratégia do projeto de software livre no Serpro foi montada no final de 2003. "Estabelecemos áreas prioritárias e, dentre elas, as mais fáceis de iniciar a mudança. Por isso começamos pelo administrativo", diz o coordenador de migração. O primeiro passo foi eleger o OpenOffice.org como substituto do Microsoft Office nas máquinas com Windows. Depois, os formatos dos arquivos foram normatizados e só então houve a mudança de sistema operacional.

CONTRA RESISTÊNCIAS

A primeira etapa, completada no final de 2004, aproveitou a atualização do parque de estações de trabalho para substituir várias versões do Windows pelo Linux em 2992 PCs, todos com Fedora Core 2, navegador Mozilla e OpenOffice.org. No princípio, houve resistência dos usuários, mas as campanhas internas de conscientização e o ganho de novas funcionalidades foram quebrando o gelo devagar.

A segunda etapa, em 2005, passou a atacar 05 servidores, especialmente os de infra-estrutura de rede, que saíram de Novell para Linux. Foi criado um serviço de gerência próprio, para integrar os sistemas e gerar relatórios, e entrou em cena o Sagüi, uma ferramenta desenvolvida internamente para controlar a distribuição de software. Alguns bancos de dados foram portados para mySQL e Postgre. Só não são em maior número porque o Serpro faz interface com prefeituras, estados e outros órgãos de governo que usam os sistemas mais variados. "A migração é complicada porque desenvolvemos soluções para os clientes, temos de dar suporte em Delphi, por exemplo, não dá para ficar só no mundo livre". diz Marcos Meio, coordenador de subTI do projeto.

No momento, o Serpro prepara os legados para a migração, especialmente os bancos de dados Access isolados. Nos desktops, o filhote mais novo do projeto é o Carteiro, correio eletrônico que engloba vários programas abertos, como o servidor de colaboração Open-Xchange, o banco de dados postgre e o servidor de e-mails Postlix. No final de 2005, perto de 2 000 usuários já usavam o novo correio. A meta é fechar 2006 com todo o Serpro nessa solução, o que dá 9 000 usuários.

LINUX NO EXÉRCITO

Além de arrumar a própria casa, o Serpro leva sua experiência a outros órgãos de governo por meio da participação nos comitês de inclusão digital que tocam projetos como o do PC para Todos. Colabora na definição de padrões, presta serviços para estados e municípios montando telecentros e as Casas Brasil, espaços de inclusão social e digital que englobam telecentro e salas de aula.

Um dos maiores projetos em que o Serpro está envolvido é o da migração no Exército. No final de 2005. estava concluindo sua primeira etapa, com 60% das máquinas rodando software de código aberto. "O projeto prevê migrar 2 500 servidores e 30 000 desktops em mais de 700 unidades em todo o território nacional", diz o coronel Carlos Pereira Gil, gerente de software para o Exército.

Cerca de 1 000 técnicos do Exército estão envolvidos nesse projeto de migração, que pretende atingir 98% do usuários de TI. Por questões estratégicas, o desenvolvimento do software será feito internamente.

VIAGEM SÓ DE IDA

A adoção de software livre no governo federal é uma estratégia de Estado. A coordenação da migração é tarefa de Renato Martini, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação ITI), vinculado à Casa Civil. "Nos últimos três anos, fizemos um trabalho de convencimento para mostrar aos técnicos do governo como o software livre é importante inclusive para reposicionar o país", diz Martini, que assumiu o posto em setembro passado.

No momento, o ITI realiza um levantamento sobre o uso do software livre na esfera oficial para poder definir melhor as prioridades, dado ao fato de a administração pública ser muito grande e heterogênea. "A Radiobrás, por exemplo, migrou o sistema de streaming e vídeo para código aberto. Temos clusters de servidores em Linux para a simulação de extração de petróleo na Petrobrás. E programas da Embrapa para o controle de produção de leite. A diversidade é muito grande", diz Martini.

Mas o reposicionamento não significa interrupção do projeto. "O software livre não é uma invenção do Brasil. Seu uso está em debate no mundo todo, não tem volta. O que nós estamos fazendo é buscar competência para o país. O Hemisfério Norte não vai dar nada para a gente, nós é que temos de ser criativos para não ficar para trás", afirma o presidente do ITI.

O GOVERNO ABRE O CÓDIGO

Se usar software livre faz bem para o caixa e a condição tecnológica do governo, abrir o código dos programas desenvolvidos por órgãos oficiais pode fazer mais bem ainda para a população. E é isso que está sendo feito. O Proinfo, programa de ensino a distância desenvolvido por técnicos do Ministério da Educação, terá seu código liberado para quem quiser usá-la. O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação OTO também coloca à disposição os programas de certificação digitai que criou para as transações seguras na internet. A Embrapa dá a sua contribuição aos agricultores e pecuaristas, liberando sistemas feitos por seus especialistas. Está na fila da abertura o cacic (Configurador Automático e Coletar de Informações Computacionais), um programa para diagnóstico de redes criado pela Dataprev que conta com uma comunidade de cerca de 3 000 pessoas dispostas a identificar os problemas mais comuns enfrentados pelos usuários, aprimorar a ferramenta e desenvolver novos módulos.

Para abrir o código, o ITI fez um trabalho de avaliação jurídica com a Fundação Getúlio Vargas para definir uma licença de uso irrestrita, mas que obrigue o usuário a compartilhar os aperfeiçoamentos feitos no original. Assim, o usuário pode ganhar dinheiro com o que inventar sobre os programas e o governo melhora seus sistemas de graça.

MICRO LIVRE NO METRÔ

A migração para o código aberto no governo tem um desbravador de peso na Companhia do Metropolitano de são Paulo - Metrô, uma empresa de economia mista em que o estado de são Paulo é o acionista majoritário. O software livre entrou por lá em 1997, quando a necessidade de equilibrar receitas e despesas espremeu um orçamento que já era magro primeiro foi o correio eletrônico, baseado em Linux e QMail, que hoje gerencia 7 500 contas de e-mail dos funcionários. Outra crise financeira levou Gustavo Uazzario I, gerente de TI do Metrô, a trocar o Microsoft Officeem 2001 pelo então gratuito 5tarOffice, agora substituído pelo OpenOffice.org. Hoje, o Metrô possui 2 400 micros com Windows rodando OpenOffice.org. A medida que as máquinas são substituidas por outras, mais novas, entra em cena o Micro Livre, com Linux distribuição Debian, intertace gráfica Dlanes, OpenOffice.org e Firefox, entre outros programas de código aberto.

"A troca das máquinas é estratégica. Quem tem pentium de 100 MHz só troca por um Pentium 4 de 2,8 6Hz se for com Linux", diz Mazzariol, que tenta assim vencer a resistência dos usuários. 5ua persistência tem uma boa razão. Desde que optou pelo código aberto, o Metrô tem economizado cerca de 3 milhões de reais por ano, incluídas ai as licenças de aplicativos de escritório, bancos de dados e correio.


Fonte: InfoExame








Fraudes eletrônicas estão se sofisticando, alerta integrante do Comitê Gestor da Internet




Fonte:




Rio - O usuário da internet deve ficar sempre atento, porque o nível de sofisticação das fraudes e dos ataques tem crescido. A recomendação foi feita pelo integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Demi Getsko, em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional.


Ele disse, porém, que os elementos de proteção e a polícia também têm sofisticado as suas formas de ação: "Existem mais informações para o usuário poder se proteger. É um processo em que ambos os lados estão ficando sofisticados e os usuários têm que recorrer aos meios mais modernos, porque os riscos existem".

Demi Getsko recomendou aos usuários não responder e-mails estranhos e não fornecer informações para serviços que não foram solicitados.

O especialista também disse que não se devem abrir anexos que venham de endereços eletrônicos desconhecidos. "E nunca forneça dados de nenhum tipo, porque em geral esses dados não são pedidos dessa forma pelos organismos legais", acrescentou.

Segundo Getsko, o perigo mais comum, atualmente, das operações bancárias na internet é não ser direcionado para o verdadeiro sítio do banco: "Se a pessoa receber um e-mail pedindo para que verifique o saldo porque seu limite estourou, e aí tem um link que parece ser o seu banco, a minha sugestão é que não vá e abra um outro e-mail com o verdadeiro endereço do seu banco, independente do link".

O mesmo cuidado, disse o especialista, vale com relação à Receita Federal e às lojas virtuais. "Escreva o caminho, com o destino, e não aceite proposta de ‘carona’ que algum sítio ofereça", afirmou.

Getsko informou que o comitê gestor tem um grupo chamado de resposta a incidentes que faz cursos de atualização a cada três meses e tem dado treinamento, tanto quanto possível, a todos os interessados. "Esse grupo coopera com os órgãos que atuam na repressão [a fraudes], mas não tem nada a ver com repressão. Todas as funções que nós temos que podem ser usadas em benefício geral são repassadas", finalizou.


Fonte: Radiobras








Governo americano financia correção em software livre




Fonte : noticiaslinux.com.br




O departamento de segurança nacional dos EUA irá financiar 1,24 milhão de dólares para as empresas Symantec, Coverity e a Universidade de Stanford utilizarem na criação de uma ferramenta de rastreamento automático de códigos de erro, o projeto é chamado de "Projeto de Descoberta, Remediação e Fortalecimento do Código Aberto."

Para saber mais:
http://pcworld.uol.com.br/noti[...]-11.7220986414/IDGNoticia_view










quarta-feira, janeiro 11, 2006

Universidade Federal adota laboratório LTSP




Fonte : noticiaslinux.com.br




O Departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará iniciou o funcionamneto do laboratório da Biblioteca departamental usando como base GNU/Linux (Slackware) e LTSP.

O sistema disponibiliza ferramentas de escritorio (OpenOffice2.0) , navegação de internet (Firefox), programação (Eclipse, NetBeans, Lazarus e Kdevelop) e de editoração de trabalhos científicos (Kile, Tex\Latex) para a comunidade acadêmica.

Com a implementação do laborátorio utilizando Software Livre houve uma economia de 65% com hardware e software em relação ao valor inicial, que previa usar software proprietário.

Maiores informações podem ser obtidas no link :

http://www.mat.ufc.br/ltsp/index.html

Postada por: Paulo Abner Aurelio Mesquita <abner[ARROBA]mat.ufc.br>










Fedora Core 5 incluirá Mono




Fonte : noticiaslinux.com.br




Como pode ser lido no blog de Miguel de Icaza, o Fedora Core 5 trará o Mono de série. Não só incluirá a plataforma mas também aplicações como Beagle e F-Spot.

Confira: http://tirania.org/blog/index.html

Fonte: http://barrapunto.com/softlibre/06/01/10/231217.shtml








Novell lança projeto de segurança de aplicações




Fonte : noticiaslinux.com.br




A Novell revelou o AppArmor, um novo projeto open-source com objetivo de melhorar a segurança de aplicações Linux.
O projeto é baseado em grandes partes do framework AppArmor, que a Novell está doando ao projeto. O framework usa profiles de segurança para protejer o sistema operacional e aplicações de ameaças de segurança internas ou externas.

Site do projeto: http://www.opensuse.org/Apparmor

Fonte: http://www.linuxworld.com.au/index.php/id;23841767;fp;16;fpid;0










Jornal da Presidência da República destaca parceria com ONG Software Livre




Fonte:




A Presidência da República do Brasil divulgou no mês de dezembro de 2005 um balanço da sua Secretária Geral. Nele consta um conjunto de atividades dentre elas o lançamento em Tunis do livro Desafios de Palavras na Sociedade da Informação, escrito em quatro idiomas por diversos ativistas e intelectuais de software livre dos cinco continentes. Do Brasil participou Marcelo Branco. Confira.


A participação expressiva de representantes do governo brasileiro nas várias edições do Fórum Social Mundial em Porto Alegre e em Bombaim, na Índia, também foi coordenada pela Secretaria-Geral. Na segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação da ONU, ocorrida na Tunísia, no estande “Casa Brasil” - uma iniciativa da Secretaria- Geral - foram apresentados projetos de inclusão digital e cultura digital, como os Telecentros, os Pontos de Cultura, Computador Conectado e a urna eletrônica brasileira. Em parceria com a Ong Software Livre Brasil, foi lançado o livro Desafios de Palavras na Sociedade da Informação, escrito em quatro idiomas por diversos ativistas e intelectuais de software livre dos cinco continentes.


Fonte: Presidencia da República do Brasil








terça-feira, janeiro 10, 2006

Nova versão do FAUS com instalador




Fonte : noticiaslinux.com.br




O FAUS [1] (significa "Ferramenta de Administração de Usuários do SaMBa") chegou a sua versão 1.4.4 trazendo uma série de problemas corrigidos, uma documentação mais detalhada [2] e um script instalador do mesmo.

Com o script, você poderá testar o FAUS de um modo bem mais rápido, visto que a instalação do mesmo é um tanto complicada para os usuários menos experientes. O script foi escrito e testado no Debian Sarge, mas estamos abertos a sugestões na lista oficial do FAUS [3].

Faça o download em algum dos espelhos do SourceForce [4] agora mesmo.

[1] http://faus.sourceforge.net/
[2] http://faus.sourceforge.net/doc/pt-BR/
[3] https://lists.sourceforge.net/lists/listinfo/faus-users
[4] http://prdownloads.sourceforge[...]aus/faus-1.4.4.tar.gz?download

Postada por: Tiago Cruz <tiagocruz*NOSPAM*forumgdh.net>










Os melhores projetos open source




Fonte : noticiaslinux.com.br




O jornal britânico "The Independent" publicou uma lista com os melhores projetos de código aberto da internet. O site IDG Now comentou a lista de projetos do jornal.
Veja: http://idgnow.uol.com.br/AdPor[...]C2504AFD&ChannelID=2000014









"O protocolo do MySQL é proprietário?"




Fonte : noticiaslinux.com.br




O blog "O outro lado do BR-Linux" publicou um interessante questionamento das práticas da MySQL AB em relação a uso de seu protocolo.

Para ler acesse: http://br-linux.blogspot.com/2[...]colo-do-mysql-proprietrio.html










Linux para iniciantes




Fonte : noticiaslinux.com.br




Falcon_dark postou no site Meio Bit um artigo com um mini glossário de termos que um iniciante em Linux precisa saber.

Leia em: http://www.meiobit.com/arq/006922.html










Asterisk@Home




Fonte : noticiaslinux.com.br




Como ainda tem pouca gente falando sobre o software Asterisk aqui no Brasil, vai uma dica para quem quer se aventurar em VoIP usando software livre:

O Asterisk@Home é uma distribuição Linux pronta e com tudo configurado para você transformar um PC em um servidor de VoIP.

Veja a descrição do projeto na Wikipédia:
"O projeto Asterisk@Home possibilita o usuário doméstico uma instalação e configuração rápida de um VOIP Asterisk PABX. Uma interface gráfica web faz as configurações e operações ficar simples. Também fornece uma interface xPL (automação doméstica) para fácil interação com outros dispositivos na residência."

O projeto é baseado principalmente no software Asterisk, software open source de PABX VoIP.

Saiba mais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Asterisk
http://pt.wikipedia.org/wiki/Asterisk@Home
http://asteriskathome.sourceforge.net









Rumores de um Google PC e Google OS




Fonte : noticiaslinux.com.br




O LA Times está especulando sobre a chegada de um computador 'do Google', rodando um sistema operacional também deles. "Fontes dizem que o Google está negociando com redes como Wal-Mart e outros para venda do Google PC". Também acreditam que Larry Page, co-fundador do Google, deverá anunciar o dispositivo numa conferência em que participará na sexta-feira.

A pergunta que fica é: seria este sistema operacional totalmente novo ou baseado no kernel do Linux/BSD/etc?

Fonte: http://www.osnews.com/story.php?news_id=13158