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sexta-feira, abril 27, 2007

FLISOL movimentará Natal-RN de Norte à Sul

Fonte:


FLISOL movimentará Natal-RN de Norte à Sul
Editoria: Comunidade
26/Apr/2007 - 17:51
Enviado por PSL-RN

O PSL-RN, com o grande apoio do Grupo de Usuários Slackware do RN, está organizando o FLISOL-2007 na Bienal de Informática do RN, no shopping MidWay Mall (o maior e mais visitado da cidade), no dia 28 de Abril, das 14h as 22h em Natal-RN.

Também como uma atividade complementar do dia de FLISOL, na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), que se localiza na zona norte da cidade, das 9 às 12hs, acontecerá no laboratório de informática o Install UERN.

O PSL-RN, com o grande apoio do Grupo de Usuários Slackware do RN, está organizando o FLISOL-2007 na Bienal de Informática do RN, no shopping MidWay Mall (o maior e mais visitado da cidade), no dia 28 de Abril em Natal-RN.

Durante todos os dias da Bienal (27 à 29 de Abril, das 14:00 as 22:00) o PSL-RN terá um Stand (número 55) à disposição, e especificamente no dia 28, a partir do turno da tarde, dia do FLISOL, teremos 3 palestras confirmadas no auditório da Bienal, distribuições de CDs com várias distribuições GNU/Linux e uma galera tirando dúvidas de todos que por lá passarem.

As palestras do FLISOL (na Bienal) serão das 15:00 as 18:00 :

1- Apresentando o Software Livre - por Beraldo Leal.

2- Levando o pingüim para o seu dia-a-dia: Suprindo as necessidades de um ambiente Desktop com Software Livre - por Leonardo Lopes Pereira e Marcel Ribeiro Dantas.

3- Bacula - Solução de Backup em Rede para Profissionais, por Gustavo Nunes Freire Ribeiro.

Por tanto, se você já é um usuário de software livre, vá ao evento e junte-se à comunidade, ajudando-os. Caso, esteja "apenas" curioso, para maiores informações, acesse http://rn.softwarelivre.org/flisol/ e venha tirar suas dúvidas no FLISOL-2007 - Natal/RN.

Além disso, com recente crescimento de grupos de usuários de tecnologias e ferramentas livres, o PSL-RN espera contar com a presença do GuBro-RN (Grupo de usuário BrOffice), Debian-RN, FreeBSD-RN, somada a presença do Grupo de Usuários Slackware do RN. Também terá momentos que o criador das tiras "Nerdson não vai à escola" (http://kmb.digi.com.br/blog/) fará demonstrações de como surge suas histórias para o público.

Como uma demonstração que a comunidade de Software Livre do RN está mobilizada, na manhã do FLISOL, dia 28, já que as atividades da Bienal ocorrerão a partir das 14h, na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), que se localiza na zona norte da cidade, das 9 às 12hs, acontecerá no laboratório de informática o Install UERN. O evento tem como objetivo incentivar o uso de softwares livres dentro da própria instituição, assim como nas máquinas dos alunos e funcionários da UERN, e até mesmo da própria comunidade. Para participar, qualquer um poderá ir até o Campus da UERN em Natal com gabinete de seus computadores (teclado e mouse sao opcionais, mas recomendável), ou laptos. Os alunos de computação, alguns deles membros do PSL-RN, darão a orientação adequada para a instalação dos softwares.

Por fim, o PSL-RN e o GUS-RN gostariam de Agradecer a grande ajuda da SlackMall(slackmall.com.br), através da pessoa do Geyson Rogério, que fez a doação de várias mídias, custeando os valores de frete e outras dispesas.

Endereços :

Bienal (FLISOL - das 14h as 22h): Shopping Midway Mall - Av. Bernardo Vieira, 3775 - Tirol - Pavilhão de Exposições - G5

UERN (Install UERN - das 9h as 12h): Av. Itapetinga, 1430, Conjunto Santarém/Potengi

Fonte: PSL-RN

 


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A Microsoft morreu, por Rafael Evangelista

Fonte: Software Livre - Brasil


A Microsoft morreu, por Rafael Evangelista


Editoria: Comunidade
26/Apr/2007 - 16:56
Enviado por Redação PSL Brasil

 

O texto abaixo é de autoria de Paul Graham. Capturei o link para ele em uma lista de discussão e resolvi traduzi-lo porque, ao argumentar que a empresa de Redmond bateu as botas, Graham aponta a virtualização como uma das causas. Foi um tema que abordei aqui no final do ano passado, no texto A virtualização do desktop e a googlezação da web.

 

Além disso, Graham também aponta o Google como maior e mais perigosa força nos dias atuais.

O texto foi escrito a partir da realidade dos Estados Unidos então algumas das características infra-estruturais que ele aponta, como a banda larga de fácil acesso, ainda não se aplicam à nossa realidade. Mas, mesmo assim, é um texto bem interessante

Alguns dias atrás me dei conta repentinamente de que a Microsoft está morta. Eu estava conversando com o fundador de uma jovem empresa sobre como o Google era diferente do Yahoo. Eu dizia a ele que o Yahoo foi impulsionado no início pelo medo que tinham da Microsoft. Foi por isso que se posicionaram como uma "empresa de mídia" em lugar de uma "empresa de tecnologia". Então olhei para ele e percebi que ele não entendeu. Foi como se eu tivesse dito a ele o quanto as garotas gostavam de Barry Manilow nos anos 80. Barry quem?

Microsoft? Ele não disse nada mas dava para dizer que ele não acreditava que alguém pudesse ter medo deles.

A Microsoft foi uma sombra sobre o mundo do software por quase 20 anos, a partir do início dos anos 80. Eu me lembro que antes deles era a IBM. Eu quase sempre ignorei essa sombra. Nunca usei software da Microsoft, então isso só me afetou indiretamente - por exemplo, no spam que eu recebia de robôs na rede. E por eu não estar prestando atenção não percebi que a sombra desapareceu.

Mas agora desapareceu, consigo perceber isso. Ninguém mais tem medo da Microsoft. Eles ainda podem fazer um montão de dinheiro - assim como a IBM, a propósito. Mas eles não são mais perigosos.

Quando a Microsoft morreu e de quê? Eu sei que eles pareceram perigosos no final de 2001, pois escrevi um ensaio na época sobre como eles eram menos perigosos do que pareciam. Eu acho que eles morreram em 2005. Eu sei que quando iniciamos Y Combinator não nos preocupávamos com a Microsoft como competidora das empresas que fundamos. Na verdade, nós nunca os convidamos para os dias de demonstração que fazemos para que as empresas se apresentem a investidores. Nós convidamos Yahoo e Google e algumas outras empresas de Internet, mas nunca nos preocupamos em convidar a Microsoft. E eles também nunca nos mandaram sequer um email. Eles estão em um mundo diferente.

O que os matou? Quatro coisas, eu acho, todas elas aconteceram simultaneamente no meio desta década.

A mais óbvia é o Google. só pode haver um homem forte na cidade, e claramente são eles. Google é hoje, de longe, a companhia mais perigosa, tanto no bom quanto no mau sentido da palavra. A Microsoft pode, na melhor das hipóteses, acompanhar com atraso.

Quando Google tomou a liderança? Haverá uma tendência de apontar isso para o lançamento de suas ações, em agosto de 2004, mas eles estavam apenas confirmando os termos do debate então. Eu diria que eles tomaram a liderança em 2005. Gmail foi uma das coisas que os colocou além. Gmail mostrou que eles poderiam fazer mais do que apenas buscas.

Gmail também mostrou o quanto se poderia fazer com software baseado na web se você usa o que mais tarde ficou conhecido como "Ajax". E essa é a segunda causa da morte da Microsoft: todo mundo pode ver que o desktop está acabado. Agora parece inevitável que as aplicações viverão na web - não apenas os emails mas tudo, mesmo Photoshop. Até a Microsoft percebe isso agora.

Ironicamente, a Microsoft, sem querer, ajudou a criar o Ajax. O x de Ajax vem de XHTMLHttpRequest object, que permite que o navegador comunique-se com o servidor no background, enquanto mostra a página. XHTMLHttpRequest foi criado pela Microsoft no final dos anos 90 para ser usado no Outlook. O que eles não perceberam é que seria útil também para muita gente - na verdade, para qualquer um que quisesse fazer com que aplicações web funcionassem como desktop.

Outro componente crítico do Ajax é o Javascript, a linguagem de programação que roda no navegador. A Microsoft viu o perigo trazido pelo Javascript e tentou mantê-lo defeituoso por quanto tempo fosse possível [1]. Mas eventualmente o mundo do código aberto venceu, produzindo bibliotecas Javascript que cresceram sobre os defeitos do Explorer, assim como vegetação cresce sobre arame farpado.

A terceira causa de morte da Microsoft foi a Internet banda larga. Qualquer um que queira pode ter acesso à Internet rápida hoje. E quanto maior o cano até o servidor, menos você precisa do seu desktop.

O último prego no caixão veio, de todos os lugares possíveis, da Apple. Graças ao OS X a Apple ressurgiu dos mortos de um jeito muito raro em tecnologia [2]. Sua vitória é tão completa que agora me surpreendo quando vejo um computador rodando Windows. Quase todos que financiamos na Y Combinator usam laptop Apple. Acontece o mesmo com os alunos da escola de empresas incubadas. Todas as pessoas da computação usam Macs ou Linux hoje. Windows é para vovós, assim como os Macs o eram nos anos 90. Então, não só o desktop não importa mais como, de qualquer forma, ninguém mais que se importa com computadores usa Microsoft.

E, claro, a Apple está na frente da corrida com a Microsoft na música também, além dos celulares e TVs que virão.

Estou feliz por a Microsoft ter morrido. Eles eram como Nero ou Cômodo - malígnos de uma forma que apenas o poder herdado torna possível. Porque lembremos que o monopólio da Microsoft não começou com ela. Ela o recebeu da IBM. O negócio software esteve enforcado por um monopólio desde meados de 1950 até 2005. Praticamente por toda a sua existência foi assim. Uma das razões de a Web 2.0 ter esse ar eufórico é o sentimento, consciente ou não, de que a era monopolística acabou finalmente.

É claro, como um hacker, eu não consigo parar de pensar como uma coisa quebrada pode ser consertada. Há alguma forma de a Microsoft retornar? Em princípio, sim. Para ver como, vislumbremos duas coisas: (a) a quantidade de dinheiro que a Microsoft tem em suas mãos; e (b) Larry e Sergey cortejando, há 10 anos atrás, todos os mecanismos de busca, tentando vender a idéia do Google por um milhão de dólares. E sendo rejeitados por todos.

O fato surpreendente é: hackers brilhantes - perigosamente brilhantes - podem ser conseguidos muito baratos para os padrões de uma companhia tão rica quanto a Microsoft. Eles não conseguem mais contratar gente inteligente, mas eles podem comprar quantos quiserem por apenas um pouco mais. Então, se eles quiserem ser um competidor novamente, é assim que devem fazer:

1. Comprar todas as empresas de Web 2.0 que estão surgindo. Eles podem conseguir todas por menos do que eles teriam que pagar pelo Facebook

2. Colocar todas elas no Vale do Silício, rodeadas por chumbo, formando um escudo protetor para prevenir qualquer contato com Redmond

Sinto-me seguro em sugerir isso porque eles nunca vão fazê-lo. A maior fraqueza da Microsoft é que eles ainda não perceberam o quanto são ruins, incompetentes. Eles ainda acham que podem escrever código "in house". Talvez eles possam, pelo padrão do mundo do desktop. Mas esse mundo acabou há alguns anos atrás.

Eu sei qual será a reação para este ensaio. Metade dos leitores vai dizer que a Microsoft ainda é uma companhia enormemente rentável e que eu deveria ser mais cuidadoso ao traçar conclusões baseado no que alguns poucos pensam da pequena e insular bolha Web 2.0. A outra metade, a mais jovem, vai reclamar que isto é notícia velha. Notas

[1]Não é preciso fazer um esforço consciente para produzir software incompatível. Tudo o que você precisa fazer é não trabalhar muito na correção dos bugs - que, se você é uma empresa grande, você produz copiosamente. É uma situação análoga a escrever "teoria literária". A maioria não quer ser obscuro, eles apenas não se esforçam em ser claros.

[2] Em parte porque Steve Jobs foi estimulado por John Sculley de um modo que é raro nas empresas de tecnologia. Se o board da Apple não tivesse cometido esse erro, não haveria retorno a ser feito.

Fonte: Rafael Evangelista


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